- Se patologia intracavitária presente, incluir a lesão na espessura endometrial, mas se ela for nitidamente um mioma, não inclui-lo na medida.
Lesão intracavitária deve ser medida em 3 diâmetros, em milímetros com uma casa decimal.
Quantidade de líquido na cavidade deve ser reportada como a máxima medida no plano sagital.
Avaliação qualitativa do endométrio:
Ecotextura:
Hiperecogênico ou isoecogênico ou hipoecogênico (comparada ao miométrio)
- Uniforme (homogêneo; inclui padrão trilaminar) ou não uniforme (heterogêneo, assimétrico ou cístico).
Linha endometrial central (interface entre os folhetos endometriais):
Linear: retilínea.
Não linear: ondulada.
Irregular ou não definida.
Junção endométrio-miométrio:
Regular.
Irregular.
Interrompida.
Não definida.
Sinéquias:
- Definidas como cordões de tecido atravessando o miométrio, com ecogenicidade semelhante à do miométrio, geralmente.
Líquido intracavitário:
- Anecogênico ou baixa ecogenicidade ou vidro fosco ou ecogenicidade mista.
Doppler
Usar frequência de ao menos 5 MHz, filtro entre 30-50 Hz, PRF entre 0,3 e 0,9 kHz. Excluir artefatos reduzindo o ganho.
- Índice de cor (IC)
IC 1 - sem fluxo
IC 2 - fluxo mínimo
IC 3 - fluxo moderado
IC 4 - fluxo abundante.
- Padrão da vascularização:
Lesões intracavitárias
- Tipos: originadas no miométrio ou endometriais.
- Extensão: percentagem da superfície endometrial envolvida (avaliação subjetiva).
estendida ou alargada: > 25% de envolvimento da superfície endometrial.
localizada: < 25% de envolvimento.
- Tipos de lesão localizada:
pediculada: se razão a/b* < 1
séssil: se razão a/b > 1
* a: diâmetro da lesão na base (em contato com o endométrio).
* b: máximo diâmetro da lesão.
- Ecotextura: uniforme/não uniforme.
- Contornos: regular/irregular.
- Se a lesão correponder a mioma:
grau 0: completamente no interior da cavidade endometrial.
grau 1: > 50% no interior da cavidade.
grau 2: < 50% no interior da cavidade.
A classificação FIGO e o consenso do MUSA seguem o mesmo critério (FIGO 0, 1 e 2).
Considereções sobre a descrição:
Recomendo a visibilização das ilustrações presentes no artigo original do IETA, especialmente para médicos em treinamento.
O artigo original também contém a descrição dos achados endometriais na histerossonografia (não abordada no texto acima).
Os termos e definições do IOTA já são utilizados em muitos países na prática clínica e serviu como base para importantes estudos uni e multicêntricos. Diferentemente, o consenso do IETA é menos conhecido e ainda não sabemos a relevância de muitas informações acima descritas. Provavelmente, teremos essas respostas em alguns anos.
Referências:
Terms, definitions and measurements to describe the sonographic features of the endometrium and intrauterine lesions: a consensus opinion from the International Endometrial Tumor Analysis (IETA) group. Leone et al., 2010.