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Dr Pixel 2.0Diagnóstico por imagem na Saúde da Mulher

PLATAFORMA DE EDUCAÇÃO E APOIO À DECISÃO EM IMAGEM DA MULHER

Fluxograma interativo

Indicações absolutas para curetagem segundo diretrizes internacionais (ACOG, NICE/RCOG, FIGO):

Triagem

Pergunta 1 de 4

Infecção (endometrite, sepse)

Sim = critério presente. Não = ausente.

Orientações sobre ultrassom

A ultrassonografia é um exame complementar e, na maioria dos casos, não deve determinar a conduta de forma isolada. Achados ultrassonográficos, quando avaliados sozinhos, têm baixa precisão para indicar necessidade de intervenção cirúrgica. Da mesma forma, a espessura endometrial isoladamente não deve ser utilizada para indicar esvaziamento uterino, pois não existe um valor de corte confiável que defina essa necessidade.

Técnica cirúrgica (quando indicada)
Preferir aspiração a vácuo. Evitar curetagem cortante como primeira escolha (menor dor, sangramento e tempo de procedimento). [Tunçalp O et al., Cochrane 2010; Huchon C et al., JAMA 2023]
Referências completas (Vancouver)
  1. Sporadic Miscarriage: Evidence to Provide Effective Care. Lancet. 2021. Coomarasamy A, Gallos ID, Papadopoulou A, et al.
  2. Treatment Options After a Diagnosis of Early Miscarriage: Expectant, Medical, and Surgical. Deutsches Arzteblatt International. 2021. Musik T, Grimm J, Juhasz-Böss I, Bäz E.
  3. Methods for Managing Miscarriage: A Network Meta-Analysis. The Cochrane Database of Systematic Reviews. 2021. Ghosh J, Papadopoulou A, Devall AJ, et al.
  4. Ultrasonographic Endometrial Thickness After Medical and Surgical Management of Early Pregnancy Failure. Obstetrics and Gynecology. 2008. Reeves MF, Lohr PA, Harwood BJ, Creinin MD.
  5. Endometrial Thickness Following Medical Abortion Is Not Predictive of Subsequent Surgical Intervention. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology : The Official Journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology. 2009. Reeves MF, Fox MC, Lohr PA, Creinin MD.
  6. Role of Transvaginal Sonography in the Diagnosis of Retained Products of Conception. Archives of Gynecology and Obstetrics. 2008. Ustunyurt E, Kaymak O, Iskender C, et al.
  7. The Value of Measuring Endometrial Thickness and Volume on Transvaginal Ultrasound Scan for the Diagnosis of Incomplete Miscarriage. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology : The Official Journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology. 2007. Sawyer E, Ofuasia E, Ofili-Yebovi D, et al.
  8. Expectant vs Medical Management for Retained Products of Conception After Medical Termination of Pregnancy: A Randomized Controlled Study. American Journal of Obstetrics and Gynecology. 2022. Tzur Y, Berkovitz-Shperling R, Goitein Inbar T, et al.
  9. Surgical Procedures for Evacuating Incomplete Miscarriage. The Cochrane Database of Systematic Reviews. 2010. Tunçalp O, Gülmezoglu AM, Souza JP.
  10. Operative Hysteroscopy vs Vacuum Aspiration for Incomplete Spontaneous Abortion: A Randomized Clinical Trial. The Journal of the American Medical Association. 2023. Huchon C, Drioueche H, Koskas M, et al.
  11. Complications of Unsafe and Self-Managed Abortion. The New England Journal of Medicine. 2020. Harris LH, Grossman D.

Ferramenta educacional. Não substitui protocolos locais nem o julgamento do profissional responsável.

Entenda a decisão

Como decidir a conduta pós-aborto no 1º trimestre

A curetagem não é obrigatória na maioria dos casos de aborto no primeiro trimestre. A escolha entre conduta expectante, medicamentosa ou cirúrgica depende de critérios de urgência, do tipo de aborto e da preferência da paciente (ACOG, NICE, FIGO).

Indicações absolutas para curetagem

  • Infecção (endometrite, sepse)
  • Sangramento intenso e persistente com instabilidade hemodinâmica
  • Coagulopatia pré-existente
  • Hemorragia que não responde a medidas conservadoras

Na ausência desses critérios, o manejo pode ser expectante, medicamentoso ou cirúrgico — a escolha deve ser compartilhada com a paciente.

Conduta conforme o tipo de aborto

TipoConduta
Aborto completoA escolha entre manejo expectante, clínico e cirúrgico deve ser compartilhada com a paciente.
Aborto incompletoConduta expectante, misoprostol ou curetagem/aspiração uterina, conforme disponibilidade e preferência da paciente.
Aborto retido (missed abortion)Curetagem/aspiração a vácuo com preparo cervical, ou mifepristona + misoprostol (se clínico).
Aborto infectadoAntibioticoterapia se infecção suspeita ou confirmada, e esvaziamento uterino — preferir aspiração a vácuo.
Gestação de localização desconhecida (PUL)β-hCG seriado, repetição de ultrassom e avaliação de risco de gestação ectópica (NICE NG126).

O papel do ultrassom

A ultrassonografia é um exame complementar e, na maioria dos casos, não deve determinar a conduta de forma isolada. Achados ultrassonográficos, quando avaliados sozinhos, têm baixa precisão para indicar necessidade de intervenção cirúrgica. A espessura endometrial isoladamente não deve ser usada para indicar esvaziamento uterino — não existe um valor de corte confiável que defina essa necessidade.

Técnica cirúrgica, quando indicada

Preferir aspiração a vácuo. Evitar curetagem cortante como primeira escolha — menor dor, sangramento e tempo de procedimento (Tunçalp O et al., Cochrane 2010; Huchon C et al., JAMA 2023).

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes sobre conduta pós-aborto

Quando a curetagem é obrigatória após um aborto no primeiro trimestre?+
Apenas em situações específicas: infecção (endometrite, sepse), sangramento intenso e persistente com instabilidade hemodinâmica, coagulopatia pré-existente, ou hemorragia que não responde a medidas conservadoras. Fora desses critérios, o manejo pode ser expectante, medicamentoso ou cirúrgico, com a escolha compartilhada com a paciente.
Qual a conduta recomendada para aborto incompleto?+
Conduta expectante, misoprostol ou curetagem/aspiração uterina, conforme disponibilidade e preferência da paciente — a conduta expectante costuma ser altamente eficaz nesse tipo de aborto.
Qual a conduta recomendada para aborto retido (missed abortion)?+
Curetagem/aspiração a vácuo com preparo cervical, ou mifepristona + misoprostol para manejo clínico — nesse tipo de aborto, os métodos medicamentoso ou cirúrgico costumam ser mais indicados que a conduta expectante.
A espessura endometrial ao ultrassom deve guiar a decisão de esvaziar o útero?+
Não. Não existe um valor de corte confiável de espessura endometrial que indique necessidade de intervenção. A ultrassonografia tem papel complementar e não deve determinar a conduta de forma isolada.
Qual técnica cirúrgica é preferida quando a curetagem é indicada?+
A aspiração a vácuo é o método preferido por ser mais segura e menos invasiva que a curetagem cortante, com menor dor, sangramento e tempo de procedimento.
O que fazer quando há suspeita de gestação de localização desconhecida (PUL)?+
Seguimento com β-hCG seriado, repetição de ultrassom e avaliação de risco de gestação ectópica, conforme NICE NG126.