01
Estabilidade hemodinâmica
Sinais de choque ou deterioração clínica aguda.
A paciente apresenta sinais de instabilidade?
PLATAFORMA DE EDUCAÇÃO E APOIO À DECISÃO EM IMAGEM DA MULHER
Apoio à decisão clínica para avaliação inicial da dor pélvica aguda em mulheres
Ferramenta educacional e de apoio à decisão clínica. Não substitui avaliação médica completa.
Avaliação clínica
01
Sinais de choque ou deterioração clínica aguda.
A paciente apresenta sinais de instabilidade?
02
Gestação atual, suspeita ou resultado desconhecido.
β-hCG positivo ou suspeita de gestação?
03
Febre ou suspeita de processo infeccioso.
A paciente apresenta febre?
04
Dor à mobilização do colo uterino no exame.
Há dor à mobilização cervical?
05
Massa palpável ou achado sugestivo ao exame.
Existe massa anexial ou massa pélvica?
06
Sinais peritoneais e manobras sugestivas de apendicite.
A paciente apresenta sinais sugestivos de apendicite?
07
Diferencia dor de parede abdominal de origem visceral.
Sinal de Carnett positivo?
08
Nodularidade uterossacra ou história compatível.
Há nodularidade uterossacra ou história compatível com endometriose?
| Achado | Diagnóstico sugerido | Considerações para investigação adicional |
|---|---|---|
| Massa anexial e/ou dor anexial unilateral | Cisto ovariano ou torção ovariana | Ultrassonografia transvaginal; consulta ginecológica se torção ovariana for suspeita |
| Sinal de Carnett (aumento da dor à palpação quando a parede abdominal é contraída voluntariamente) | Dor musculoesquelética ou de parede abdominal | Nenhuma investigação adicional necessária |
| Dor à mobilização cervical | Infecção sexualmente transmissível ou doença inflamatória pélvica | Testes para infecções sexualmente transmissíveis; se houver febre ou leucocitose: ultrassonografia transvaginal para avaliar abscesso tubo-ovariano; consulta ginecológica se abscesso tubo-ovariano for suspeito |
| Febre | Apendicite | Ultrassonografia transabdominal (especialmente se gestante); tomografia computadorizada de abdome e pelve se não gestante ou se a ultrassonografia for inconclusiva |
| Doença inflamatória pélvica | Testes para infecção sexualmente transmissível | |
| Infecção urinária complicada / pielonefrite | Urina tipo I, urocultura, hemograma | |
| Abscesso tubo-ovariano | Ultrassonografia transvaginal; ressonância magnética pélvica se a ultrassonografia pélvica for inconclusiva; hemograma | |
| Massa pélvica | Gravidez ectópica | Dosagem de β-hCG, ultrassonografia pélvica |
| Miomas uterinos | Ultrassonografia pélvica | |
| Câncer de ovário | Ultrassonografia pélvica; tomografia computadorizada de tórax, abdome e/ou pelve se houver preocupação com metástase | |
| Cisto ovariano | Ultrassonografia pélvica | |
| Abscesso tubo-ovariano | Ultrassonografia pélvica | |
| Dor em fossa ilíaca direita, dor em ponto de McBurney, sinal de Rovsing (palpação do quadrante inferior esquerdo causa dor no direito), sinal do psoas ou sinal do obturador | Apendicite | Ultrassonografia transabdominal; se não puder ser realizada ou for inconclusiva, tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste oral e intravenoso; hemograma, investigação infecciosa; consulta cirúrgica para manejo da apendicite |
| Taquicardia ou hipotensão | Gravidez ectópica rota ou cisto hemorrágico roto | Consulta cirúrgica urgente; hemograma; dosagem de β-hCG |
| Dor ou nodularidade do ligamento uterossacro | Endometriose | Ultrassonografia; considerar laparoscopia se os achados forem normais |
Esta ferramenta oferece apoio educacional à decisão clínica na avaliação inicial da dor pélvica aguda em mulheres. As sugestões são geradas por regras clínicas codificadas, com base no artigo de Frasca et al. (American Family Physician, 2023), e não por inteligência artificial nem modelos estatísticos.
O questionário tem oito etapas: instabilidade hemodinâmica, gravidez/β-hCG, febre, dor à mobilização cervical, massa anexial, sinais de apendicite, sinal de Carnett e suspeita de endometriose.
Cada achado soma pontos em um ou mais diagnósticos possíveis. Os pontos acumulam entre as etapas — por exemplo, febre e dor cervical reforçam doença inflamatória pélvica e abscesso tubo-ovariano.
A lista de exames é definida por gatilhos fixos (por exemplo, β-hCG na gravidez ou instabilidade, ultrassonografia transvaginal na massa, TC na suspeita de apendicite). Não há cálculo de probabilidade bayesiana — apenas associação achado → exame sugerido.
Mensagens de emergência, atenção ou baixo risco aparecem quando combinações pré-definidas ocorrem (instabilidade, quadro infeccioso, apendicite, Carnett positivo). São textos orientativos, não derivados do score das hipóteses.
O resumo dos achados do exame físico traduz a tabela do artigo de referência e complementa o fluxo interativo; não altera o cálculo do app.
A avaliação segue uma ordem de prioridade: primeiro descarta-se instabilidade hemodinâmica (emergência), depois se investiga gravidez, febre, dor à mobilização cervical, massa anexial e sinais de apendicite — cada achado aponta para diferenciais específicos (Frasca et al., AFP 2023).
Dor súbita e intensa, hipotensão ou síncope levantam suspeita de emergência ginecológica ou hemorrágica: gravidez ectópica rota, cisto hemorrágico roto ou hemoperitônio. Conduta: β-hCG urgente, hemograma, avaliação cirúrgica imediata e ultrassonografia pélvica.
| Achado | Diferenciais |
|---|---|
| Teste de gravidez positivo | Gravidez ectópica, aborto, corpo lúteo hemorrágico |
| Febre | Doença inflamatória pélvica, abscesso tubo-ovariano, pielonefrite, apendicite |
| Dor à mobilização cervical | Doença inflamatória pélvica, abscesso tubo-ovariano |
| Massa anexial com dor súbita e intensa, ou Doppler reduzido | Torção ovariana |
| Massa anexial complexa ou com septações | Neoplasia ovariana, abscesso tubo-ovariano |
| Sinais de McBurney, Rovsing, psoas/obturador | Apendicite |
| Sinal de Carnett positivo | Causa musculoesquelética ou de parede abdominal (não ginecológica) |