Referências Ultrassonográficas – Ginecologia
Valores de referência, técnica de medida e interpretação básica para estruturas ginecológicas avaliadas por ultrassonografia (transvaginal e transabdominal). Ferramenta educacional para uso em laudos e ensino médico.
Útero — dimensões e volume (menacme)
- Fórmula do volume (elipsoide): V = L × AP × T × 0,523.
- Exemplo (apenas didático): L=7,0 cm; AP=3,5 cm; T=4,5 cm → V≈57,6 mL.
Endométrio — espessura (pós‑menopausa)
Ovários — dimensões e volume (menacme)
- Fórmula do volume (elipsoide): V = L × AP × T × 0,523.
- Exemplo (apenas didático): L=3,5 cm; AP=2,0 cm; T=2,5 cm → V≈9,2 mL.
Contagem folicular antral (AFC)
Achados fisiológicos comuns
Técnica de medida por estrutura
Cada card reúne plano de corte, posicionamento dos cálipers e armadilhas técnicas mais comuns para a estrutura avaliada. O conteúdo é organizado por fase da vida (recém-nascida, infância, adolescência, menacme, pós-menopausa) e tem finalidade educacional — não substitui avaliação clínica nem recomenda conduta terapêutica.
Cálculo do volume por elipsoide
Exemplos apenas didáticos — não representam valores de referência normais.
| Estrutura | Plano | Cálipers | Armadilha frequente |
|---|---|---|---|
| Útero — dimensões e volume (menacme) | Longitudinal (sagital) para comprimento e AP; transversal para diâmetro transverso (T). | Comprimento: do fundo ao colo, no maior eixo. AP: maior diâmetro ântero-posterior no plano sagital. Transverso: maior diâmetro no plano transversal. | Útero retrovertido pode exigir ajuste fino do plano e janela transabdominal. |
| Endométrio — espessura (pós-menopausa) | Longitudinal (sagital) no maior eixo uterino, com cavidade centralizada. | Medir a dupla camada endometrial (duas interfaces basais), em mm, no ponto de maior espessura. Excluir líquido intracavitário. | Líquido intracavitário pode superestimar a espessura se incluído na medida. |
| Ovários — dimensões e volume (menacme) | Longitudinal e transversal, garantindo visualização do maior eixo e do maior diâmetro transversal. | Medir L, AP e T no maior eixo de cada plano. Calcular volume por elipsoide e reportar em mL (cm³). | Folículo dominante ou corpo lúteo aumentam o volume fisiologicamente. |
| Contagem folicular antral (AFC) | Varredura sistemática do ovário em múltiplos planos para não contar duas vezes. | Contar folículos antrais e reportar por ovário e total, conforme o protocolo local. | Folículos grandes dominantes podem reduzir a visualização dos menores. |
| Achados fisiológicos comuns | Avaliar em pelo menos dois planos ortogonais. | Folículo dominante: maior diâmetro (mm) e, se possível, dois eixos. Corpo lúteo: descrever parede, conteúdo e vascularização. Líquido livre: descrever quantidade e topografia. | Confundir corpo lúteo com lesão complexa sem correlacionar com a fase do ciclo. |
A interpretação de cada achado deve sempre considerar idade, paridade, fase do ciclo menstrual e achados associados — os cards evitam extrapolar para conduta terapêutica, mantendo o foco em descrição padronizada para laudos e ensino.
Técnica de medida por estrutura
Cada card reúne plano de corte, posicionamento dos cálipers e armadilhas técnicas mais comuns para a estrutura avaliada. O conteúdo é organizado por fase da vida (recém-nascida, infância, adolescência, menacme, pós-menopausa) e tem finalidade educacional — não substitui avaliação clínica nem recomenda conduta terapêutica.
Cálculo do volume por elipsoide
Exemplos apenas didáticos — não representam valores de referência normais.
| Estrutura | Plano | Cálipers | Armadilha frequente |
|---|---|---|---|
| Útero — dimensões e volume (menacme) | Longitudinal (sagital) para comprimento e AP; transversal para diâmetro transverso (T). | Comprimento: do fundo ao colo, no maior eixo. AP: maior diâmetro ântero-posterior no plano sagital. Transverso: maior diâmetro no plano transversal. | Útero retrovertido pode exigir ajuste fino do plano e janela transabdominal. |
| Endométrio — espessura (pós-menopausa) | Longitudinal (sagital) no maior eixo uterino, com cavidade centralizada. | Medir a dupla camada endometrial (duas interfaces basais), em mm, no ponto de maior espessura. Excluir líquido intracavitário. | Líquido intracavitário pode superestimar a espessura se incluído na medida. |
| Ovários — dimensões e volume (menacme) | Longitudinal e transversal, garantindo visualização do maior eixo e do maior diâmetro transversal. | Medir L, AP e T no maior eixo de cada plano. Calcular volume por elipsoide e reportar em mL (cm³). | Folículo dominante ou corpo lúteo aumentam o volume fisiologicamente. |
| Contagem folicular antral (AFC) | Varredura sistemática do ovário em múltiplos planos para não contar duas vezes. | Contar folículos antrais e reportar por ovário e total, conforme o protocolo local. | Folículos grandes dominantes podem reduzir a visualização dos menores. |
| Achados fisiológicos comuns | Avaliar em pelo menos dois planos ortogonais. | Folículo dominante: maior diâmetro (mm) e, se possível, dois eixos. Corpo lúteo: descrever parede, conteúdo e vascularização. Líquido livre: descrever quantidade e topografia. | Confundir corpo lúteo com lesão complexa sem correlacionar com a fase do ciclo. |
A interpretação de cada achado deve sempre considerar idade, paridade, fase do ciclo menstrual e achados associados — os cards evitam extrapolar para conduta terapêutica, mantendo o foco em descrição padronizada para laudos e ensino.