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Qual é o eixo curto?
Meça o diâmetro perpendicular ao maior eixo, no plano axial.


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As cadeias mais acometidas nas neoplasias ginecológicas e as demais cadeias de interesse, corte a corte, da base do tórax à região inguinal.
Parte 1 de 3 No exame
Role os cortes desta tomografia e relacione cada achado à anatomia e ao contexto oncológico.

Role com a roda do mouse, use as setas do teclado ou arraste com o botão direito para trocar de corte. Arraste com o botão esquerdo para medir (régua); treine medindo o eixo curto dos linfonodos. Convenção radiológica: o lado direito da paciente (D) aparece à esquerda da tela. Passe o mouse (ou toque) no nome de uma estrutura para ver a ficha com sua importância no estadiamento linfonodal. As faixas coloridas acima do controle deslizante mostram onde estão o tumor (amarelo) e os linfonodos alterados (verde).
Neste corte: Linfonodo ilíaco externo.
Cada parada leva ao corte e abre a ficha da estrutura. Tente achá-la sozinho antes de clicar.
Importante
Parte 2 de 3 Do corte ao mapa
Você percorreu as cadeias linfonodais na TC, corte a corte, de cima para baixo. Agora, observe essas mesmas regiões de frente: cada andar do mapa corresponde a um nível que você explorou no exame.
Vamos mudar a pergunta: além de saber onde está o linfonodo, queremos entender como o tumor pode chegar até ele — e o que isso significa para o estadiamento.
Escolha o tumor e acompanhe a rota. As etiquetas TC 1 a TC 5 no mapa levam de volta ao corte da parada.
Deslize o esquema para os lados para ler os rótulos.
ParamétrioOrigem
A linfa do colo sai pelo paramétrio, o tecido conjuntivo ao lado do colo e da vagina superior, por onde passam vasos e linfáticos.
Por que essa via importa?
É por onde o tumor se estende localmente: paramétrio acometido é FIGO IIB.
| TNM | Definição | Estádio FIGO 2018 |
|---|---|---|
| NX— | Linfonodos regionais não avaliáveis. | — |
| N0Não altera | Sem metástase em linfonodo regional. | Não altera |
| N0(i+)Não altera (registrar) | Células tumorais isoladas (≤ 0,2 mm) em linfonodo regional. | Não altera (registrar) |
| T2bIIB | Paramétrio acometido, sem chegar à parede pélvica (critério de T, não de N). | IIB |
| N1IIIC1 | Metástase só em linfonodos pélvicos. N1mi: micrometástase (> 0,2 a 2 mm); N1a: macrometástase (> 2 mm). | IIIC1 |
| N2IIIC2 | Metástase em linfonodos para-aórticos, com ou sem pélvicos. N2mi: micrometástase; N2a: macrometástase. | IIIC2 |
| M1IVB | Linfonodos não regionais: inguinais, mediastinais, supraclaviculares (doença à distância). | IVB |
O T2b entra na tabela porque o paramétrio é o primeiro degrau da rota do colo. Linfonodos regionais: paracervicais, parametriais, obturatórios, ilíacos internos, externos e comuns, pré-sacrais, sacrais laterais e para-aórticos. No FIGO, o sufixo indica a base do estadiamento: r para imagem (ex.: IIIC1r) e p para patologia (IIIC1p).
Parte 3 de 3 O linfonodo é suspeito?
Até aqui, a pergunta foi anatômica: em que cadeia está o linfonodo e por onde o tumor chega até ela. O estadiamento, porém, depende de outra decisão: esse linfonodo está acometido?
A TC não mostra a metástase diretamente. Ela mostra tamanho, forma, conteúdo e contorno, e é a combinação desses sinais que transforma um linfonodo localizado em um linfonodo suspeito.
Compare tamanho, forma, conteúdo e contorno, sempre à luz do contexto clínico.
Qual é o eixo curto?
Meça o diâmetro perpendicular ao maior eixo, no plano axial.


Oval ou arredondado?
Avalie o formato e a presença de um hilo gorduroso identificável.


Como é o realce?
Observe a homogeneidade e procure áreas centrais hipodensas.


Como são as margens?
Observe a regularidade dos limites e a relação com a gordura adjacente.


Os limiares dependem da cadeia e do contexto clínico. Não confirmam metástase e não são os critérios de seleção de lesões-alvo do RECIST.
Interprete em conjunto. Forma arredondada e perda de um hilo previamente visível aumentam a suspeição; o hilo nem sempre é identificável na TC. Necrose ou realce heterogêneo podem ser suspeitos mesmo em linfonodos pequenos.
Descreva sem extrapolar. Margem irregular pode sugerir extensão extranodal, mas não a confirma isoladamente. As imagens são simulações didáticas e não estabelecem diagnóstico histológico.
Limite da TC: ela não vê micrometástase. Linfonodo de tamanho normal não exclui doença, e linfonodo aumentado pode ser reacional.