Gestação de localização desconhecida (PUL)
Teste positivo + TVUS sem localização: acompanhar até diagnóstico definitivo. Baseado no NICE NG126 (2023).
PUL não é diagnóstico
É uma condição transitória que pode evoluir para:
- •Gestação intrauterina viável
- •Gestação intrauterina não viável (aborto precoce)
- •Gestação ectópica
- •Resolução espontânea (gestação bioquímica): gravidez detectada apenas pelo β‑hCG, que não chega a ser visualizada ao ultrassom e regride espontaneamente.
Como funciona o seguimento
Sequência de avaliação da PUL
É uma condição transitória que pode evoluir para:
AEstabilidade hemodinâmica
Se instável, com síncope ou líquido livre volumoso → avaliação imediata.
Bβ-hCG inicial
Coletar a dosagem em 0h para iniciar o seguimento (o β-hCG isolado não define localização).
Cβ-hCG em 48h e variação
Coletar a 2ª dosagem em ~48h (não antes) e calcular a variação percentual.
DSaída: risco e conduta
Plano conservador, com orientação de retorno imediato se houver piora clínica.
Variação do β-hCG entre 0h e ~48h
Zonas de decisão do NICE 1.4.29–1.4.30
Queda ≥ 50%
Plateau / variação inadequada
Aumento ≥ 63%
−100%−50%0%+63%+100%+
Provável não viável / resolução espontânea
Alto risco de ectópica
Provável GIU em evolução
Como usar β‑hCG (NICE)
- • β‑hCG isolado não define localização (não exclui ectópica).
- • Idealmente: 2 dosagens com intervalo de ~48h (não antes) para orientar o seguimento.
- • Sintomas têm prioridade: reavaliar se houver piora, independentemente dos números.
Referências (48h)
- Aumento adequado (≈ ≥ 63% em 48h)
- Queda significativa (≈ ≥ 50% em 48h)
- Plateau ou variação inadequada (aumento < 63% ou queda < 50%)
Alertas fixos (segurança)
- • PUL é temporário: seguir até diagnóstico definitivo.
- • Nenhum valor isolado de β‑hCG exclui ectópica.
- • Se houver sinais de gravidade (dor intensa, síncope, choque, líquido livre volumoso), priorizar avaliação urgente e tratar como ectópica até prova em contrário.
- • Retornar imediatamente se dor piorar, sangramento importante, tontura/síncope.